22ª Caminhada pela Vida e pela Paz acontece 2/11


Dia 2 de novembro de 2017 realizaremos a 22ª Caminhada pela Vida e pela Paz, até o Cemitério São Luiz, para denunciar o assassinato de centenas de jovens, adolescentes e crianças vítimas da violência e do descaso do Estado nesta periferia, historicamente excluída do acesso aos direitos e políticas públicas necessárias para uma vida digna para toda a sua população. Exigimos que cessem os assassinatos e violações de direitos contra os jovens moradores da nossa periferia e que em sua maioria são negros. Menos repressão e menos violência! Mais políticas de educação, cultura e lazer para nossas crianças, adolescentes e jovens.

Porque devemos nos unir para essa mobilização?

O cenário político nacional, estadual e municipal é extremamente preocupante, tendo em vista que o governo do golpista Temer com apoio dos governos do estado e do município de São Paulo estão promovendo mudanças nas leis e nas políticas públicas para retirar direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, conquistados com muita luta ao longo de décadas. Além da retirada dos direitos trabalhistas, querem inviabilizar a aposentadoria justa e reduzir as políticas sociais de educação, saúde e assistência social que atendem o povo morador das periferias.

No município de São Paulo, a atual gestão do prefeito Dória está desconsiderando os direitos dos cidadãos que nele vivem. Está promovendo um grande desmonte das políticas sociais que atendem e são importantes para a população que vive nas periferias e nas regiões mais pobres da cidade. Está retirando recursos e fechando serviços relacionados às políticas de assistência social (por exemplo: mulheres, crianças e adolescentes e pessoas com deficiência, idosos), saúde, educação, entre outros. Todas essas políticas públicas foram conquistas da população como parte da garantia de seus direitos, importantes para que as pessoas possam viver com mais dignidade nesta cidade. Além disso, o prefeito propõe a privatização do patrimônio público, por exemplo, os parques públicos, mercado municipal, Anhembi, Pacaembu, bilhete único e até os terminais de ônibus.

Isso é inaceitável. O governo que, historicamente, privilegia as regiões mais ricas desta cidade através da destinação da maior parte do orçamento público para obras, equipamentos e políticas públicas, quer agora retirar das regiões periféricas o pouco que foi conquistado “a duras penas”.

Por isso levantamos nosso grito “por uma cidade justa” para que a cidadania seja direito de todas(os) moradoras(os) desta cidade. Que o orçamento público e as políticas públicas sejam distribuídas de forma justa na cidade de São Paulo. Não admitimos que retirem da nossa periferia, já carente em infraestrutura, serviços, e insuficientes recursos e políticas públicas existentes. Não aceitamos ser excluídos ou tratados como cidadãos de segunda categoria. Por isso dizemos que vamos “articular, ocupar e resistir”. A cidade deve ser administrada para o bem comum de todo povo e não para manter os privilégios de grupos empresariais e elites.

Vamos ARTICULAR todos os movimentos sociais, coletivos, comunidades, organizações, igrejas, conselhos e pessoas de boa vontade, para organizar a resistência aos que pretendem destruir as políticas públicas que devem garantir nossos direitos.

Vamos OCUPAR cada espaço desta cidade para exigir uma cidade justa, com participação ativa de todas(os) nos equipamentos públicos, nos espaços educativos e culturais, nas ruas e praças, nas comunidades e associações, nos conselhos e nas conferências para garantirmos os nossos direitos e a dignidade de cada pessoa.

Vamos RESISTIR até sermos ouvidos por quem até o momento tem se negado a dialogar, para manter as políticas públicas necessárias e de qualidade, para o respeito e a garantia de todos os direitos de cidadania conquistados e necessários ao bem viver de todas(os)da cidade de São Paulo.

Exigimos respeito ao povo da nossa periferia!
Exigimos o fim dos genocídios das juventudes negras, indígenas, pobres e moradoras das periferias!
Exigimos respeito às mulheres e homens que lutam por seus direitos!
Exigimos uma cidade justa para todas(os)que nela vivem!

POR UMA CIDADE JUSTA: ARTICULAR, OCUPAR E RESISTIR

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